EDITORIAL
EDITORIAL
Engenheiro Civil Alexandre de Moraes Ferreira presidente da ABENC PA

                      Verificamos neste fim de semana, com muita tristeza que três dos quatro candidatos que concorrem á presidência do CREA PA na eleições de 15.12.2017 tiveram contra si vinculadas, graves notícias com a nítida intenção de lhes denegrir a honra e imagem. Os algozes utilizaram as redes sociais mais comuns, inclusive whatsapp e via blogs de oportunistas que se prestam a tais serviços e achincalhes. Em seguida dessas notícias aparece o folder do único candidato que não foi alvo desses ataques, com o slogan de “ficha limpa”, estranha coincidência ou não, todavia, parece que que as coisas se vinculam “umas” a “outra”.

São ataques sórdidos vindo das sombras, de quem não estava preparado para a concorrência, de quem está nitidamente desesperado, ou de quem não sabe participar de uma disputa limpa, onde devem prevalecer os bons costumes, e a inteira submissão a legislação – Constituição, Leis, Resoluções, Regimentos, e Deliberações.  Uma investigação técnico-científica da policia Federal pode indicar com precisão os autores intelectuais dos ataques. O que deve prevalecer entre os candidatos é a cortesia, a honestidade e a proposta de cada para o engrandecimento e melhoria do CREA Pa.

O CREA Pa tem problemas sérios a serem resolvidos:

 
  • Trincas estruturais em algumas paredes, Instalações de arquitetura, prevenção contra-incêndio, elétricas/eletrônicas, hidrosanitárias e de acessibilidade da sede estão fora das normas da ABNT – um absurdo!
  • Está tão afastado dos profissionais e é tão permissivo para com os funcionários.........
  • O site eletrônico, atendimento pessoal ou por telefone é sofrível e quase deficiente....
  • O horário de funcionamento do CREA PA foi reduzido de 8:00h as 14:00h, mais uma vez em detrimento dos profissionais!
  • Algumas despesas e receitas dentre outras como a revista e folha de pagamento nominal (salários+vantagens+diárias) dos funcionários, precisa ser publicado mensalmente no portal da transparência, tal transparência quando comparada com outros sites de instituições congêneres deixa muito a desejar.
  • Precisa fiscalizar com frequência e eficiência as atividades de engenharia exercida por leigos,
  • Precisa voltar a exercer seu papel inferido na lei: De fiscalizar o exercício profissional em defesa da sociedade.
  • Comparado aos demais CREAS de mesmo porte, provavelmente o CREA Pa é o que apresenta menor índice de fiscalização!
 
                                Os ataques aos três candidatos á presidência do CREA Pa nos fazem remeter e cotejar com o evangelho deste domingo 22/10, em que é armada uma trama sórdida para derrubar Jesus, que estava em evidência, denunciava os desmandos das autoridades, ganhava adeptos, já deixava os donos do poder em polvorosa, sob risco de perderem a autoridade, poder e benesses.
 
A passagem se resume em:
 
1) Na incitação dos algozes: Mestre, é licito pagar impostos?
 
2) E a resposta de Jesus vendo a hipocrisia deles: Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus!
 
A estratégia conjunta de fariseus (grupo separatista de elite), saduceus (partido sacerdotal) e herodianos (partidários de Herodes Antipas) contra o inimigo comum – Jesus – de modo nenhum surpreende, pois as oligarquias políticas sempre são capazes de superar suas diferenças e unir-se, quando está em jogo sua dominação sobre o povo e a coisa pública.
 
No Império Romano as moedas desempenhavam uma função importantíssima, servindo como instrumento político e de propaganda, além, é claro, de sua função econômica. Através delas os imperadores cultivavam sua imagem e reputação, pois eram um dos poucos veículos de circulação em todo o império.
 
Evidentemente, fariseus, saduceus e herodianos não estavam  preocupados com a questão do imposto em si mesmo, pois eram defensores do status quo e, no que respeita ao Império Romano, eram francamente colaboracionistas, por isso Jesus os chamou de hipócritas.
 
Finalizamos este Editorial para melhor aclarar o assunto, com uma serie de definições de hipocrisia e de quem a pratica:
 
A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui.
 
A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento.
 
No sentido artístico amplo o hipócrita era pessoa que usava máscaras para se esconder e elidir seu o fingimento de sua representação. Nada mudou de lá para os tempos atuais.
 
A hipocrisia ou hipócritas passou mais tarde a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.
 
Um exemplo clássico de ato hipócrita é denunciar alguém por realizar alguma ação enquanto é contumaz em realizar más ações. Trata-se de “padrão duplo” de comportamento: O hipócrita acredita honestamente que deveria ser imposto um conjunto de regras morais para um grupo de indivíduos, todavia não valem para si.
 
Para o linguista e analista social Noam Chomsky, a hipocrisia, é definida como a recusa de "... aplicar a si mesmos os mesmos valores que se aplicam a outros", inegavelmente é um dos males da nossa sociedade, que ultrapassa o jogo limpo, e promove ações de banditismo e terrorismo social.
 
François duc de la Rochefoucauld revelou de maneira mordaz a essência do comportamento hipócrita: "A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude". Ou seja, todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos.
 
Os atores gregos usavam máscaras de acordo com o papel que representavam numa peça teatral. É daí que o termo hipócrita designa alguém que oculta a realidade atrás de uma máscara de aparência.
 
Hipocrisia é a pretensão ou fingimento de ser o que não é.........

Que todos nós sejamos partidários de uma disputa limpa! 

 
Que Deus nos abencoe, nos cumule de fraternidade, e que nossas ações sejam eivadas  retidão e carater!
publicado em 22/10/2017

Copyright © 2014