Brasil precisa de contratações menos burocráticas
A palestra “A nova Lei de Licitações – Lei nº 14.133/2021”, proferida pelo Eng. Civil José Eugênio Souza de Bueno Gizzi e mediada pelo Eng. Civil Cirus Itiberê da Cunha, concluiu o primeiro dia do 26º CBENC. Apesar de identificar muitas mudanças positivas na nova legislação, ele acredita que alguns pontos ainda podem ser um entrave. “É uma lei que nasceu logo após a Operação Lava Jato e tem grande foco no combate à corrupção, mas não com transparência e tecnologia, e sim com burocracia. No entanto, o que precisamos mesmo é de contratações menos burocráticas, que valorizem mais o resultado do que o processo”, apontou.

Gizzi acentuou que todo esse entrave nos investimentos causa grandes perdas ao PIB nacional. “A taxa de investimento público, somada ao privado em 2020 no setor de construção foi de 16,4%, sendo apenas 1,55% em infraestrutura. Nós já registramos na década de 70 um índice superior a 20%. Nos anos 80 e 90, considerados ‘anos perdidos’, foi de quase 21%. Precisamos mudar esse cenário”, contou.

“Se quisermos um crescimento consistente no país, teremos de fazer investimentos públicos que viabilizem os investimentos privados, como as obras de infraestrutura. A implantação de uma fábrica em determinada região demanda energia, habitação, escola, saneamento e telecomunicações”, frisou. “No Brasil, padecemos de um ciclo vicioso. A carência de investimento em infraestrutura gera obras paralisadas e abandonadas, judicializadas e projetos com problemas. Esperamos que a nova lei evite alguns desses cenários”, finalizou.

O 26º CBENC é organizado pela Associação Brasileira de Engenheiros Civis (ABENC) e acontece até amanhã (17/12) na sede do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP).

Conteúdo/comunicação: Básica Comunicações
 
Fotos: Nublar Filmes
 
publicado em 16/12/2021

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